O tratar interpessoal do dia-a-dia é algo realmente curioso. Espaços públicos como elevadores, estabelecimentos comerciais, recepções, e segue a lista, são abrigo todos os dias de muitas conversas amenas, observações e comentários indispensáveis sobre o “quadro climático” do referente dia, entre outras pautas, vale tudo pra quebrar o gelo, o desconforto de estar diante do outro, encontrar seu olhar, e ler os códigos desse indivíduo quase instantaneamente, ou pelo menos julgar tê-lo feito. E como não lembrar do famigerado “tudo bem? ”, esses hábitos constituem um código bastante natural para todas (os) nós e em si não há nada de errado com isso. O que é porém, no mínimo interessante, é o efeito que isso tem naqueles que fogem da curva, que sentem ansiedade em ter que responder à esses diálogos ou até iniciá-los, o que é também no mínimo interessante é a própria indagação do quanto essas interações o são de fato, além de mera conformidade. Levanto essa questão na condição de quem faz ...